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domingo, 31 de maio de 2009

Antonia Ancelmo

Reflexões contemporâneas me permitem dizer que há alguns anos atrás a maioria dos professores/as fazia o curso de magistério por falta de opção e confesso que esse foi o meu caso. Quando conclui o magistério no ano de 1990, na escola Estadual Nossa Senhora Rainha dos Anjos na cidade de Petrolina/PE, lamento dizer que não era aquilo que eu queria.
Quando iniciei os estágios solicitados pela Escola foi despertando o gosto e me percebendo enquanto professora. Formei-me e realizei um dos sonhos da minha mãe que sonhava me ver professora para seguir o seu grande oficio na comunidade onde morávamos na Ilha de Assunção povo Truká.
Em dezembro de 1991, houve Concurso Público Municipal, concorri ao mesmo, fui aprovada em 10ª colocação e entrei no dia 16 de julho de 1992, locada na Escola Municipal Manoel Paulino do Nascimento. Hoje a mesma foi Estadualizada e renomeada passando assim a se chamar: Escola Indígena Manoel Deodato dos Santos, localizada na aldeia Caatinguinha. E lá eu lecionei durante (05) cinco anos, adquiri experiências, amadureci e cresci muito.
As circunstâncias do profissionalismo me fez mudar para a cidade de Cabrobó/PE, com objetivo de buscar inovações na Faculdade de Ciências Humanas do Sertão Central – FACHUSC na cidade de Salgueiro/PE. Entrei no curso de Pedagogia Administração no ano de 1998, lá encontrei o que procurava para ser realmente uma professora completa: metodologia, coragem, perseverança, conhecimento, amor, entre outros subsídios básicos e necessários a prática Pedagógica.
Acreditei no meu potencial que ora fazia a diferença na sala de aula e fui mais além. Fiz a especialização na área de psicopedagoga pela universidade de Pernambuco – UPE, e fiquei maravilhada com a essência que cada disciplina sinalizava para o meu fazer pedagógico. Inserir-me no perfil de ser educadora, aumentando a cada dia o desejo de ensinar.
Venho participando de várias formações na área da Educação Escolar Indígena e tenho orgulho de ser professora indígena e atuar no meu povo. Tenho (17) dezessete anos de profissão e me sinto realizada no que faço porque gosto de fazer. A educação Indígena é a minha vida, minhas raízes. Busco sabedoria todos os dias com os mais velhos da comunidade, pois eles são fontes de conhecimentos e fortaleza para nós Truká.
Sou Educadora de Apoio, faço um trabalho diversificado atendendo a realidade e as especificidades da comunidade escolar, no fortalecimento da identidade étnica e também contribuindo com a formação política e critica de ser um/a guerreiro/a conhecedor de seus direitos e deveres e futuros lideres do povo Truká.
Hoje estou muito comprometida e com um novo olhar sobre a política de Educação Escolar Indígena ofertada pelo Estado. Acredito no meu aluno e sei o quanto ele é merecedor por direito na qualidade do ensino – aprendizagem, pois, é ele a peça fundamental da escola.
Debruço-me um pouco, na questão do tempo da aula atividade, pois a mesma está inserida e fundamentada na dinâmica do Gestar, aonde o mesmo vem contribuindo bastante na ampliação do nosso repertório de forma prazerosa e significativa.
Com base no diagnóstico avaliativo, percebi o empenho dos professores na qualidade se suas atividades de avaliação para com o aluno, aplicando assim as propostas do Gestar, com muita clareza na transposição dos conteúdos, para que os estudantes compreendam a importância do Gestar enquanto investimento para melhoria dos conteúdos das disciplinas criticas, pois os livros e todo material utilizado no Gestar é substancial e qualitativo na construção das competências e nos resultados apresentados pelos estudantes nas atividades solicitadas.
A maior evidência que percebi sobre o sistema do Gestar na nossa pratica pedagógica, foram os registros escritos e fotografados que fiz sobre os gêneros textuais trabalhados em sala de aula, a clareza e a desenvoltura dos alunos na apresentação dos seus trabalhos e na exposição dos cartazes por eles elaborados.
Parto do princípio de que, as práticas discursivas de leitura e escrita, são fenômenos sociais que ultrapassam os limites da escola, e esse é, o princípio de partida e de referência do Gestar.
Parabéns Isva, pelo seu empenho e sua competência na qualidade de realização do Programa Gestar.

Você é show de Bola!!
Um abraço!
Antonia Ancelmo
Professora Truká